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4 Artistas que usaram o corpo humano como matéria prima


Para ser artista é preciso dar o sangue pela arte. Pois, então... alguns artistas levam isso sério demais. Veja, a seguir, 4 artistas que usaram o corpo humano para criar arte.

#4 Marc Quinn e seu Self: arte, sangue e gelo

Marc Quinn (nascido em 8 de Janeiro de 1964) é um artista britânico do grupo dos Jovens Artistas Britânicos. Ele é conhecido pela obra Alison Lapper Pregnant (uma escultura da artista Alison Lapper grávida que foi instalada em Trafalgar Square) e a mais bizarra de suas criações, chamada Self, uma escultura de sua cabeça feita com seu próprio sangue congelado. A obra de Quinn mostra grande preocupação com a mutabilidade do corpo e os dualismos que definem a vida humana: espiritual e física, de superfície e profundidade, psicológica e sexual.

Absurdão

Self: cada cabeça que Quinn faz leva cerca de 9 litros de sangue – mais ou menos a quantidade presente no corpo humano. Claro que Quinn não retira tudo de uma vez. A cada seis semanas ele passa em seu médico e retira uma pequena quantidade. No final, o artista retira todo o sangue coletado (que foi armazenado em um freezer) e esculpe o seu busto. A primeira cabeça foi feita em 1991. Ao todo, já são 5 cabeças de sangue espalhadas pelo mundo.

Para poderem ser “apreciadas” pelas pessoas, as cabeças ficam expostas dentro de freezers com portas de vidro. Assim como a sua cerveja ou a picanha pro seu churrasco. Segundo o artista, a última cabeça será feita após a sua morte. O maluco quer ter todo o sangue de seu corpo drenado. Uma de suas “cabeças” já foi arrematada por mais de R$800.000. E aí, tá interessado?

#3 Hananuma Masakichi: cabelo, unhas e dentes para ser eterno

Quando o artista japonês Hananuma Masakichi descobriu que estava morrendo de tuberculose em 1885, ele fez o que qualquer um de nós faria nessa situação: decidiu criar uma réplica perfeita de seu corpo para deixar para a mulher que amava. Acho que Masakichi deveria ter pensado em deixar uma boa herança, pois a mulher não gostou nada do presente e o abandonou. Para piorar a situação, Masakichi não morreu de tuberculose em seguida, como supunha, mas 10 anos depois: sozinho e sem um tostão no bolso.


Na esquerda está a estátua (cabelos, unhas e dentes reais) e, na direita, o artista.


#2 Honore Fragonard: cavando arte do cemitério

Honore Fragonard foi um anatomista francês que viveu no século 18 e que teve a brilhante macabra ideia de transformar os corpos que estudava em esculturas. Fragonard conseguia os corpos em execuções, escolas de medicina e, até mesmo, desenterrando de covas recentes. Depois, embalsamava os corpos com uma substância secreta que, ainda hoje, não é completamente conhecida. Em alguns casos, Fragonard combinava partes de corpos humanos com corpos de animais, criando uma simbiose macabra e impressionante. A sua “obra” mais famosa é a que representa uma pessoa montada em um cavalo.


De acordo com as lendas, a pessoa que estaria montada no cavalo seria a noiva de Fragonard, que teria se suicidado por motivos desconhecidos. Que homenagem...


#1 Marina Abramovic: faça sua arte em meu corpo

A artista sérvia Marina Abramovic criou uma performance que é, no mínimo, inusitada: parada no centro de uma sala, ela deixava que a audiência fizesse o que quisesse com ela. Sério... qualquer coisa.
Fora a própria Marina, havia uma mesa disposta perto dela em que eram colocados diversos objetos para estimular o público. Dentre os itens, haviam armas, correntes, um machado e lâminas de barbear. Uma placa informava os visitantes que eles poderiam fazer qualquer coisa com a artista. E, eles fizeram muitas coisas, como rasgar as suas roupas, cortar seu pescoço e beber seu sangue (!!), apontar, por seis horas, um revólver carregado e pressionado contra Marina e outras crueldades. Por mais louca que Marina possa parecer, os visitantes do museu provaram ser ainda mais. Somos todos cruéis, concluiu a artista.

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